terça-feira, 29 de outubro de 2013

Battlefront - Retomada da França

A decisão política sobre a invasão foi tomada após a derrota alemã na Batalha de Stalingrado. Estudos preliminares para a entrada dos Aliados em território conquistado pelos alemães vinham sendo feitos desde janeiro de 1943 num encontro entre o britânico Winston Churchill e o norte-americano Franklin Roosevelt, em Casablanca, no Marrocos.
Locais como Espanha, Bélgica e Noruega foram cogitados. Paralelamente, os britânicos mantinham a organização dos célebres "comandos", cuja missão consistia em incursionar no litoral ocupado pelos alemães para reunir informações e ensaiar, ao vivo, as técnicas de ataque. Finalmente, as forças aliadas, em nova reunião em Quebec, Canadá, decidiram por realizar a invasão pela Normandia, norte da França. Exatamente às 4 horas da madrugada do dia 5, os líderes militares estavam reunidos no quartel-general de Eisenhower, em Southwick House, Portsmouth, na Inglaterra. Cabia única e exclusivamente ao comandante supremo tomar a fatídica decisão. Depois de seu "ok", a Operação Overlord teria início nos primeiros minutos do dia 6, com a aterrissagem dos pára-quedistas e planadores da 6ª Divisão Aérea Britânica, a Oeste do Rio Orne. A estes, seguiriam-se quase três milhões de soldados, que cruzariam o Canal da Mancha. Os exércitos envolvidos nesta grande operação militar tinham objetivos distintos que consistiam na tomada de posse das praias, com o codinome, Omaha e Utah, para os Americanos; Juno, Gold e Sword para as tropas anglo-canadenses.
 Os soldados alemães apostavam na eficácia de sua chamada "Muralha do Atlântico", a linha de defesa das tropas nazistas, que se estendia desde a fronteira franco-espanhola até à Noruega. O general Rommel havia previsto corretamente o local de desembarque das tropas aliadas e acabou por tornar difícil a operação de desembarque, para não dizer sangrenta, causando muitas baixas entre os soldados norte-americanos e anglo-canadenses.
 Apesar da feroz resistência nazista, as tropas aliadas conseguiram por fim estabelecer uma sólida cabeça-de-praia no litoral francês, que permitiu a entrada de mais tropas para continuar a retomada. Já as tropas alemãs se dispersaram ao longo da Bretanha em fortalezas costeiras e terrestres, tendo agora a guerra em duas frentes, o temor dos generais alemães.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Battlefront - Operação Dragão

 
Operação Dragão foi a invasão aliada no sul da França, em 15 de agosto de 1944, como parte da Segunda Guerra Mundial.
 Com a seguridade da Normandia e os alemães em retirada para a linha Siegfried, estes não conseguiram evitar a derrota.
 Não foi difícil derrotar as divisões alemãs na fronteira com a Itália, despachando divisões americanas e inglesas. 
A Resistência Francesa foi de grande ajuda contra o 2º exercito alemão de infantaria e o exército inglês destruiu essa linha de defesa, acabando com a defesa alemã e terminando com a resistência no sul da França.

Battlefront - África do Norte

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Campanha Norte-Africana, também conhecida como a Guerra do Deserto, desenrolou-se no deserto norte-africano 10 de junho de 1940 até 16 de maio de 1943. Ela incluiu campanhas travadas nos desertos líbio e egípcio, no Marrocos e na Argélia (Operação Torch) e na Tunísia (Campanha Tunisiana).
A campanha foi travada entre os Aliados e as potências do Eixo. O esforço de guerra dos aliados era protagonizado pela Commonwealth e por exilados da Europa sob ocupação alemã. Os Estados Unidos entraram na guerra em 1941 e começaram a dar assistência militar direta na África do Norte em 11 de maio de 1942.
A luta na África do Norte começou com a declaração de guerra do Reino de Itália em 10 de junho de 1940. Em 14 de junho, o 11º Hussars Exército Britânico (composto por integrantes do 1º Royal Tank Regiment cruzou a fronteira líbia e capturou o Forte Capuzzo, italiano. Seguiu-se uma ofensiva italiana no Egito e, depois, uma contra-ofensiva britânica em dezembro de 1940 Operação Compasso. Durante a Operação Compasso, o 10ºExército italiano foi destruído e o Afrika Korps da Alemanha Nazista, comandados pelo marechal-de-campo Erwin Rommel, foram enviados para a África do Norte, durante a Operação Sonnenblume, para apoiar as forças italianas e prevenir uma completa derrota do Eixo.
Uma série de batalhas pelo controle da Líbia e partes do Egito seguiram-se e tiveram seu clímax na Segunda Batalha de El Alamein, quando as forças britânicas, sob o comando do tenente-general Bernard Montgomery, imprimiram uma derrota decisiva contra as forças do Eixo e empurraram-nas para a Tunísia. Depois dos desembarques aliados no Norte da África Operação Torch, sob o comando do General Dwight Eisenhower, no fim de 1942, e após as batalhas dos Aliados contra as forças da França de Vichy (que, depois disso, uniram-se aos Aliados), as forças combinadas dos Aliados cercaram as forças do Eixo no norte da Tunísia e forçaram-nas a se renderem.
Ao fazer os batalhões do Eixo lutarem num segundo front no Norte da África, os Aliados deram algum alívio à União Soviética, que lutava conta o Eixo no frente oriental. Informação obtida pela operação de decodificação britânica Ultra deu uma contribuição decisiva ao sucesso aliado na campanha norte-africana.

Battlefront - Monte Cassino

A Batalha de Monte Cassino (também conhecida como a Batalha de Roma ou Batalha de Cassino) foi uma série de quatro duras batalhas durante a Segunda Guerra Mundial, travadas pelos Aliados e Alemães com a intenção de romper a Linha de Inverno e conquistar Roma.
No início de 1944, a metade ocidental da Linha de inverno também conhecia como Linha Gustav estava ancorada pelos alemães segurando os Vales do Rapido, Liri e Garigliano e alguns picos circunvizinhos. Os alemães não haviam ocupado a colina histórica da Abadia de Monte Cassino, fundada em 524 por Bento de Núrsia, que dominava a cidade de Cassino e as entradas do Liri e Vales do Rapido, embora houvessem aberto posições defensivas nas encostas íngremes abaixo das muralhas da abadia.
Em 15 de Fevereiro, o mosteiro, no alto de um pico com vista para a cidade de Cassino, foi destruído por 1.400 toneladas de bombas lançadas pelos bombardeiros americanos.
O bombardeio foi baseado no temor de que a Abadia estava sendo usada como posto controle e observação pelos defensores Alemães.
Na realidade, segundo os peritos em história militar, foram duas batalhas pelo controle do mosteiro,1 alcantilado no topo de um monte, dominando uma planície, no caminho para Roma, para as tropas vindas do sul. O desenrolar voraz das acções de guerra, contudo, aglutinou aquelas duas fases numa só batalha.
Os alemães, conhecendo o valor estratégico do monte, tomam-no durante a Segunda Guerra Mundial e ali aquartelam três divisões de infantaria e duas blindadas da Wehrmacht. Os Aliados pretendiam, no seu avanço a partir do Sul de Itália em 1943, atingir Roma. Porém, "tropeçam" em Monte Cassino.
Empenham, neste ataque ao objectivo alemão, o Corpo Expedicionário Francês Livre (que enfileirava também duas divisões magrebinas, uma marroquina e outra argelina), o II Corpo de Exército dos EUA, com duas divisões de infantaria, e o X Corpo de Exército Britânico, com três divisões. Atacam de norte para sul e atingem alguns objectivos estratégicos alemães, bem como alguns sectores operacionais de apoio ao controlo do monte. Algumas colinas, rios e povoados a nordeste e a leste da montanha fortificada são tomados, sempre com encarniçados combates, destruindo-se também pistas de aviação e armazéns logísticos dos alemães.
Os alemães, todavia, resistem, contra-atacando atingindo duramente os Aliados. As baixas aumentam dia a dia. As operações das divisões Panzer nazis causarão "matanças" desastrosas em algumas divisões aliadas. Os norte-americanos conhecem reveses sérios. Os britânicos aguentam-se e as tropas ao serviço do General francês Juin conhecem alguns êxitos.
O ataque aliado continua, porém, imparável. A situação, em fins de Janeiro, estava "empatada", embora os Aliados ganhassem aqui e ali alguns pontos fortes de defesa alemã, cuja artilharia, nesta altura, causava danos sérios nos ocidentais, principalmente na divisão texana dos EUA.A 30 de Janeiro, os alemães repelem um ataque pelo flanco sul de Monte Cassino. Atacam na vertente norte os Aliados e retomam posições. Os reforços alemães ainda vão chegando, através de pontos de apoio em seu poder a oeste do monte. A 10 de Fevereiro, por exemplo, estes reforços permitem-lhes reter ataques ao mosteiro, fustigado pela artilharia e bombardeamentos aéreos aliados, reconquistando sectores em seu torno.
Entretanto, a cidade de Cassino, na planície, era já dos Aliados. A neve, entretanto, começa a cair em força, emperrando as operações; os Aliados atacam vários pontos, inclusive o mosteiro. Nos montes vizinhos, os combates prosseguem: os Aliados pretendem capturar pontos elevados para bombardear o mosteiro. Os contra-ataques alemães começam a ser menos vitoriosos.
A 14 de Fevereiro, a Quarta Divisão Indiana do Exército Britânico tenta o ataque ao mosteiro, mas é travada por nevões fortíssimos. Bombardeamentos aliados sucedem-se contra o mosteiro, onde os alemães resistem, abnegadamente, diga-se, entre as ruínas: a defesa do mosteiro era imperativa, pois tratava-se do ponto forte da defesa oriental da Wehrmacht face a Roma. Repelem e resistem a ataques ao monte.
As 22:00 do dia 15 de Fevereiro o Subtenente Alemão Daimer, teria declarado aos abades já estarem em curso negociações com os americanos a fim de que os sobreviventes do mosteiro pudessem ser levados a um lugar seguro. Estas negociações todavia jamais se realizariam. Mas o Marechal Kesselring deu ordem de salvar os ocupantes do mosteiro e levar o Abade e os monges para Roma.
A final da conversa com o Abade o Subtenente Daimer perguntou-lhe se podia atestar, por escrito, que não havia nenhum soldado alemão dentro do mosteiro, antes do ataque aéreo. Com toda sua solicitude o Arquiabade Diamere assinou sobre o altar da Piedade, a seguinte declaração redigida em italiano: …"Certifico que entre os muros do sagrado Mosteiro de Montecassino nunca houve soldados alemães; que, durante certo período, só estiveram de vigia três soldados da polícia militar, com o único propósito de fazer respeitar a zona de neutralidade estabelecida em redor do Convento, porém já se retiraram há mais de vinte dias…" - SubTenente Daiber, Gregório Diamare, Bispo-abade de Montecassino. Monte Cassino, 15 de fevereiro de 1944.2
A espererança de um armistício e de uma ação de salvamento do mosteiro fizeram com que o Abade e seus monges permanecessem nas ruínas até amnhã de 17 de Fevereiro.
A 17 de Fevereiro, porém, os Gurkhas da Quarta Divisão Indiana dos Britânicos atacam pela terceira e última vez o mosteiro, conseguindo, finalmente, vencer a resistência alemã, abrindo caminho ao avanço das restantes unidades aliadas. Depois de milhares de mortos e feridos e da destruição de um dos pilares do mundo cristão ocidental, os Aliados tinham Roma no "horizonte" e o Centro de Itália na mira.

domingo, 27 de outubro de 2013

Battlefront - Libertação das Filipinas

Batalha das Filipinas (1944 - 1945), também conhecido como Campanha das Filipinas, foi a batalha travada entre japoneses e norte-americanos pela reconquista das Filipinas, após três anos de ocupação do país pelo Japão, durante a II Guerra Mundial.
No verão de 1944, após dois anos de batalhas no Pacífico, as forças aliadas se encontravam a cerca de 500 km a sudeste de Mindanao, a grande ilha das Filipinas localizada mais ao sul do arquipélago que forma o país, depois de retomarem dos japoneses as Ilhas Gilbert, Marianas e Carolinas.
Aviões baseados em porta-aviões já há alguns meses bombardeavam as instalações inimigas nas Filipinas. As forças terrestres dos EUA e da Austrália, sob o comando do general Douglas MacArthur, comandante supremo da área do sudoeste do Pacífico, haviam isolado os japoneses na Nova Guiné, bloqueando o porto de Rabaul e capturando bases navais e aéreas pelas ilhas e atóis do Pacífico.
Com a vitória nas Ilhas Marianas (Saipan, Guam e Tinian) em julho de 1944 e nas Ilhas Palau e Morotai em setembro, os aliados cada vez mais se aproximavam do território nacional do Japão. Dos aeroportos nas Ilhas Marinas, os norte-americanos podiam pela primeira vez bombardear as ilhas japonesas partindo de bases terrestres.
Apesar do Japão estar claramente perdendo a guerra, suas forças não davam nenhum sinal de capitulação ou colapso, o que fazia com que os comandantes aliados tivessem pressa em atacar os japoneses entrincheirados nas Filipinas, em Formosa e na ilha de Okinawa.

sábado, 26 de outubro de 2013

Battlefront - Ilhas Gilbert

No teatro de operações do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial, a Campanha nas ilhas Gilbert e Marshall, de novembro de 1943 até fevereiro de 1944, foi uma série de operações cruciais feitas pela Marinha dos Estados Unidos e pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos durante a guerra no Pacífico Central. A campanha foi precedida por um ataque à Ilha de Makin pelos Marines americanos em agosto de 1942.1
As bases do Exército Imperial Japonês nas ilhas Gilbert e Marshall marcavam a linha do perímetro das defesas externas que protegiam o Japão. A campanha nas ilhas Marianas começou logo no verão seguinte.
Em 17 de agosto de 1942, 211 fuzileiros americanos do 2º Batalhão de Marine Raider sob o comando do coronel Evans Carlson e do capitão James Roosevelt1 desembarcaram em Makin vindo de dois submarinos, o USS Nautilus e o USS Argonaut. A guarnição japonesa na região tinha entre 83 e 160 na região sob o comando de um oficial certificado. Os Raiders mataram ao menos 83 soldados japoneses, aniquilando aquela guarnição, e destruiu as instalações do inimigo na região ao custo de 21 fuzileiros (a maioria por ataques aéreos) e outros 9 capturados. Os japoneses levaram os prisioneiros para o de Atol de Kwajalein, onde foram decapitados. Um dos objetivos do ataque era confundir os japoneses sob as intensões dos americanos no pacífico mas somente alertou os japoneses da importância estratégica em manter as Ilhas Gilbert e a fortificar as defesas na região.
Após o assalto de Carlson, os japoneses enviaram reforços as Ilhas Gilbert, que estavam desguarnecidas. Em agosto de 1942, Makin foi guarnecida por uma única companhia da 5ª Base das Forças Especiais (700 - 800 homens) e se tornou um local para os hidroaeroplano e para as defesas costeiras do atol no leste. Em julho de 1943, o hidroaeroplano de Makin estava completo e pronto para acomodar os hidroaviãos bombardeiros "Emily" Kawanishi H8K, os caças "Rufe" Nakajima A6M2-N e os aviões de reconhecimento "Jake" Aichi E13A. As defesas da ilha também estavam completas, apesar de não estarem tão fortes quanto a do Atol de Tarawa — a principal base aéro-naval da Marinha Japonesa nas Ilhas Gilbert. Os navios Chitose japoneses e o 653º Corpo Aéreo foi também deslocado para Makin. Enquanto os Japoneses erguiam suas defesas em Gilbert, as forças americanas ja faziam seus planos para retomar as ilhas.
A Batalha de Tarawa ou de Taraua aconteceu durante a Guerra do Pacífico, na Segunda Guerra Mundial, entre 20 e 23 de novembro de 1943. Foi a segunda grande ação ofensiva terrestre dos Estados Unidos na guerra — após a Batalha de Guadalcanal e a subsequente retomada das Ilhas Salomão - e a primeira na região central do teatro do Oceano Pacífico.
Como todas as batalhas travadas entre Japoneses e Norte-Americanos, enfrentaram grande resistência japonesa. Os 4500 japoneses entrincheirados no atol, bem armados e preparados, lutaram praticamente até o último homem, causando mais de 3100 baixas aos americanos, o maior proporcionalmente ao total de soldados envolvidos, de toda a guerra.
"Tinha de haver uma Tarawa, era inevitável que isto ocorresse no momento em que a doutrina não submetida a testes, enfrentasse uma prova de vulto no campo de batalha. Um preço muito alto por uns poucos metros de coral". Mas muitos ensinamentos proveram desta batalha, por exemplo: os rádios, que deixaram de funcionar em Tarawa devido a imersão em água salgada, passaram a ser fabricados à prova de água, melhoraram-se as comunicações navio-navio e navio-embarcações. Os homens-rãs, nasceram realmente em Tarawa; mais tarde, treinados para remoção de obstáculos de praia e reconhecimento de áreas de desembarque, as equipes e demolições submarina, se tornariam parte integrante da técnica anfíbia. Outras doutrinas foram criadas, baseadas neste assalto, principalmente na gestão de suprimentos.

Battlefront - Queda de Cingapura

O Cerco de Singapura ou Batalha de Singapura foi uma batalha da Segunda Guerra Mundial que ocorreu entre 31 de Janeiro e 11 de Fevereiro de 1941.
Desde os anos 20 do século XX que a Inglaterra fizera desta ilha, entre o Oceano Pacífico e o Oceano Índico, a sua principal base naval no Extremo Oriente. Fortaleza inexpugnável, assim se pensava, cujos acessos estavam defendidos pelo mar e pela selva, Singapura era uma peça-chave no tabuleiro de xadrez britânico.
Na altura, guarnição militar era composta por soldados ingleses, escoceses, australianos, "sikhs" indianos, muçulmanos, "gurkhas", malaios e voluntários chineses. Previa-se que estes contingentes seriam ainda reforçados por alguns batalhões de infantaria canadianos e pelos couraçados "Prince of Wales" e "Repulse", juntamente com uma escolta de contra-torpedeiros deslocados pelo comando aliado para Hong-Kong. Na costa nordeste da ilha encontrava-se a grande base naval, cuja construção demorara quase vinte anos e compreendia cerca de 60 km² de fundeadouro para navios de grande calado. Mas o que se julgava impensável aconteceu.
A destruição da frota americana do Pacífico a 7 de Dezembro de 1941 e o afundamento dos citados couraçados ingleses a 10 do mesmo mês pela Força Aérea Japonesa, abriu o caminho ao avanço nipónico. Além disso, o exército invasor estava muito bem preparado para a guerra na selva (chegando, inclusivamente, a infantaria a usar bicicletas que se cotaram como um meio eficaz de locomoção; utilizaram barcos pneumáticos e balsas indígenas feitas de bambu para percorrer rios infestados de crocodilos; tinham equipamento para se proteger das picadas de insectos, logo, das doenças tropicais) e não hesitou em atacar este importante ponto estratégico.
O cerco de Singapura começou num Sábado, dia 31 de Janeiro. Durante quase duas semanas os sitiados resistiram como puderam aos assaltos nipónicos. Contudo, dada a intensidade dos bombardeamentos aéreos, as constantes vagas de assalto que permitiam a infiltração de um cada vez maior número de soldados japoneses, o esgotamento dos defensores e o fracasso dos contra-ataques aliados, já se previa que o resultado final seria a rendição.
A 11 de Fevereiro uma aeronave japonesa lançou panfletos assinados pelo comandante Tomoyuki Yamashita aconselhando a rendição; os Aliados ainda resistiram mais alguns dias, durante os quais procuraram sabotar e destruir todas as principais estruturas que os inimigos pudessem aproveitar (a doca seca, a maior do Mundo, foi completamente destruída) e, por fim, desistiram da luta.A bandeira do Sol Nascente passava a dominar a ilha; depois de uma marcha através de 700 km de selva julgada impenetrável, os japoneses podiam vangloriar-se do resultado alcançado. A queda de Singapura abria-lhes a estrada das Índias Orientais Holandesas. No terreno, passa a organizar-se uma tenaz resistência que produzirá heróis como Lim Bo Seng. Só no dia 6 de Setembro de 1945 será libertada pelos britânicos.

Battlefront - Resgate em Dunquerque

Após a Guerra de Mentira, a Batalha de França começou a 11 de Maio de 1940. As divisões alemãs blindadas avançaram rapidamente através da região das Ardenas movendo-se para norte. A leste as forças de infantaria alemãs invadiram e conquistaram os Países Baixos e avançaram rapidamente através da Bélgica, ficando as forças combinadas britânicas, francesas e belgas dividas em Armentières. As forças alemãs moveram-se então para norte para capturar Calais, cercando um grande número de soldados aliados contra a costa na fronteira franco-belga. Tornou-se de imediato claro para os britânicos que a batalha tinha sido perdida e que a pergunta agora era quantos soldados aliados podiam ser removidos num modo relativamente seguro para a Inglaterra antes da sua resistência a ser quebrada.
A 22 de Maio começaram as preparações para a evacuação, com o nome de código Operação Dynamo, comandada a partir de Dover, pelo vice-almirante Bertram Ramsay. A intenção inicial era evacuar até cerca de 45 000 homens da Força Expedicionária Britânica em dois dias, mas em breve o objetivo foi alterado para resgatar 120 000 homens em cinco dias.
A 28 de Maio, além das embarcações para ajudar na operação, foram chamados mais dez contratorpedeiros, que tentaram naquela manhã uma nova operação de resgate. Vários milhares acabaram por ser resgatados, embora os contratorpedeiros não pudessem se aproximar apropriadamente da praia.
Outras operações de resgate no resto do dia 28 tiveram mais sucesso, tendo sido resgatados mais 16 000 homens, mas as operações aéreas alemãs aumentaram e várias embarcações foram afundadas ou bastante danificadas, incluindo nove contratorpedeiros. Durante a Operação Dynamo, a RAF perdeu 177 aviões e a Luftwaffe 132 sobre Dunquerque.
A 29 de Maio a divisão panzer alemã que se aproximava parou em Dunquerque, deixando assim o resto da batalha para a infantaria e a força aérea. Na tarde do dia 30 um outro grande grupo de embarcações menores conseguiu resgatar 30 000 homens. No dia 31 de Maio as forças aliadas estavam encurraladas num espaço de 5 km de De Panne, Bray-Dunes a Dunquerque; nesse dia, mais de 68 000 soldados foram evacuados e outros 10 000 durante a noite. A 1 de Junho mais 65 000 foram resgatados e as operações continuaram até 4 de Junho.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Battlefront - Birmânia A Linha de Frente Esquecida

A Guerra da Birmânia ou Burma foi uma longa batalha ocorrida na frente de combate do Sudeste Asiático da Guerra do Pacífico, durante a II Guerra Mundial, iniciada em 1942 com a invasão japonesa do país e encerrada com a vitória dos Aliados em 1945.
A campanha militar envolveu de um lado o Japão e seu aliado Exército Nacional Indiano - que lutava pela independência da Índia do domínio britânico – e de outro a China, a Grã-Bretanha, as Índias Britânicas – que hoje inclui Paquistão e Bangladesh - e os Estados Unidos.
 Os japoneses atacaram a Birmânia em 1942 e durante dois meses avançaram pelo país tomando a província de Tenasserim em direção à capital Rangum, o maior porto da Birmânia, por onde os Aliados recebiam a grande parte de seus suprimentos. Em princípio, ela foi relativamente bem defendida dos ataques aéreos nipônicos pela pequena força da RAF com o auxílio dos Tigers, mas como a maioria dos aeródromos entre a capital e o avanço das forças invasoras ia sendo perdido à medida que o inimigo ganhava acesso a eles, capturando aeronaves ou obrigando sua evacuação, essa defesa aérea da capital ia perdendo sua força.
 As operações na Birmânia durante o restante de 1942 e em 1943 foram um estudo de frustrações militares para os Aliados. Os britânicos não tinham condições materiais de lançar duas ofensivas simultâneas e as operações no norte da África eram a prioridade do Império, perto de casa e de acordo com a política de Londres e Washington de “os alemães primeiro”.
General Wingate.
O reforço das forças britânicas também foi afetado pela desordem existente na Índia na época. Diversos movimentos violentos pela independência e da retirada de tropas indianas sob comando britânico, explodiram em Bengala, onde uma onda de fome assolou a região, levando mais de três milhões de pessoas à privações e doenças. As condições de caos reinante no país dificultavam o estabelecimento de uma linha de comunicação eficiente com a linha de frente em Assam e o uso das indústrias locais no esforço de guerra.
A partir de 1945, a contra-ofensiva aliada na Birmânia tornou-se total, atacando os japoneses pelo norte, centro e sul do país. Na primavera, anos de planejamento da inteligência e da espionagem britânica frutificaram, levando à rebelião nacional dentro do país, com as forças do Exército Nacional de Burma passando em peso para o lado dos aliados. Além de ter que enfrentar o avanço aliado, agora os japoneses precisavam também lutar em sua retaguarda.
Começou então a corrida para Rangum, a capital ocupada desde 1942, com combates se sucedendo através das estradas e regiões que levavam à capital. O comando britânico temia que a cidade fosse defendida pelos japoneses até o último homem, o que tornaria desastroso o abastecimento do exército, devido a grande distância de suas linhas de comunicação terrestres. Entretanto o comandante japonês de Rangum, general Kimura, havia evacuado a cidade por terra e mar a partir de 22 de abril, deixando uma brigada de infantaria para cobrir a retaguarda.
Em 1 de maio, tropas pára-quedistas de gurkhas desceram na retaguarda japonesa na embocadura do rio Rangoom, limpando a região de inimigos, auxiliados pela 26ª divisão de infantaria indiana, que no dia seguinte entrou na cidade, que vivia uma orgia de saques e falta completa de lei igual a dos últimos dias da ocupação britânica três anos atrás.
Após a captura da capital, ainda havia tropas japonesas a serem derrotadas, mas a guerra tornou-se quase uma perseguição. Dois dos principais exércitos aliados retornaram à Índia, para o planejamento da ofensiva final a todo o sudeste asiático e novos corpos de exército forma formados.
Com a invasão da Malásia preparada, as duas bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki levaram à rendição incondicional do Japão, fazendo com que o restante dos territórios asiáticos ocupados pelo Japão fossem rendidos sem luta.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Battlefront - Batalha Pela Noruega

A Campanha da Noruega foi uma operação militar realizada na Noruega durante a Segunda Guerra Mundial entre as forças armadas dos Aliados e da Alemanha Nazista, após a invasão do país.
 Em abril de 1940, o Reino Unido e a França ajudaram o Reino da Noruega enviando uma Força Expedicionária para a região. Apasar do sucesso moderado por parte dos Aliados no norte do país, a invasão da França pelos alemães em junho forçou as tropas aliadas a recuar e o governo norueguês foi forçado a se exilar em Londres.
A campanha acabou em definitivo quando toda a extensão do território da Noruega foi eventualmente ocupada pela Alemanha e continuou com a luta das forças norueguesas ainda lutando agora exiladas.
Estes combates ocorreram entre 9 de abril de 1940 até 10 de junho, e os 62 dias de luta fizeram da Noruega o país que resistiu por mais tempo a um ataque alemão durante a guerra, atrás apenas da União Soviética.

Battlefront - A Batalha de Malta

Cerco de Malta foi uma campanha militar no Teatro Mediterrâneo da Segunda Guerra Mundial. De 1940 a 1942, a luta pelo controle do arquipélago estrategicamente importante de Malta provocou o embate das forças aéreas e navais da Itália Fascista e Alemanha Nazista contra a Força Aérea e a Marinha Real Britânica. 
Em 10 de junho de 1940, o líder fascista italiano Benito Mussolini declarou guerra ao Reino Unido e à França. Durante a década de 1930, a Itália almejara a expansão de seu território no Mediterrâneo e África, regiões dominadas pelos britânicos e franceses. Após a rendição da França em 25 de junho de 1940, Mussolini tentou tirar vantagem de um Reino Unido fortemente engajado na Batalha da Grã-Bretanha. Em setembro de 1940, os italianos atacaram o Egito, sendo rechaçados por uma implacável contra-ofensiva.    Adolf Hitler foi então obrigado a socorrer seu aliado.
Em fevereiro de 1941 o Afrika Korps, comandado pelo marechal-de-campo Erwin Rommel, foi enviado ao Norte da África para evitar uma derrota do Eixo. Malta tornou-se uma base estratégica e logisticamente vital, que poderia exercer uma influência definitiva no resultado da Campanha Norte-Africana. Partindo de Malta, forças aéreas e navais britânicas eram capazes de atacar navios de transporte de suprimentos e tropas do Eixo vindos da Europa. Rommel rapidamente reconheceu sua importância. Em maio de 1941, ele advertiu que "sem Malta, o Eixo acabará perdendo o controle do Norte da África"
O Eixo decidiu forçar a submissão de Malta através de bombardeios e da fome, atacando seus portos, estradas, cidades e linhas marítimas de suprimentos. A Luftwaffe e a Regia Aeronautica realizaram um total de 3,000 bombardeios num período de dois anos na tentativa de destruir as defesas da RAF e os portos da ilha, tornando Malta uma das áreas mais bombardeadas da Segunda Guerra. O sucesso em minar a resistência da ilha tornaria possível um desembarque anfíbio (Operação Herkules) apoiado pelas forças paraquedistas do Fallschirmjäger.
 O ataque, no entanto, jamais foi realizado. No final, os comboios Aliados foram capazes de sustentar e reforçar Malta, enquanto a RAF defendia seu espaço aéreo às custas de imensas perdas vitais e materiais. Em novembro de 1942, o Eixo havia perdido a Segunda Batalha de El Alamein e os Aliados desembarcaram tropas nos territórios do Marrocos e Algéria sob o domínio da França de Vichy durante a Operação Tocha. O Eixo foi obrigado a desviar suas forças para a Batalha da Tunísia, e os ataques contra Malta foram drasticamente reduzidos. O cerco terminou efetivamente em novembro de 1942.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Battlefront - Dia D

No dia seis de junho de 1944, chamado o Dia-D, o dia decisivo, os aliados ocidentais desembarcaram nas costas da França, dando início ao fim da II Guerra Mundial, começada cinco anos antes pela invasão nazista à Polônia. Simultaneamente ao desembarque do lado ocidental, no Leste da Europa, a URSS lançou uma poderosa ofensiva contra os nazistas, levando tudo de roldão. Onze meses depois a Alemanha nazista rendia-se para os vencedores. O Japão, aliado dos nazistas, a seguiu quatro meses depois. Em agosto de 1945, todas as ações militares haviam sido suspensas, terminara a maior e pior guerra que a humanidade jamais travara. 
 No seis de junho de 1944, o Dia-D, deu-se a maior operação militar aeronaval da história. Naquela data, 155 mil homem dos exércitos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá, lançaram-se nas praias da Normandia, região da França atlântica, dando início à libertação européia do domínio nazista. Transportados por uma frota de 14.200 barcos, protegida por 600 navios e milhares de aviões, asseguraram uma sólida cabeça-de-praia no litoral francês e dali partiram para expulsar os nazistas de Paris e, em seguida, marchar em direção à fronteira da Alemanha. Era o primórdio do colapso final do III Reich, o império que, segundo a propaganda nazista, deveria durar mil anos.
 Desde 1942, os soviéticos, que estavam sofrendo horrores para deter e fazer os nazistas recuarem da URSS, vinham clamando para que seus aliados ocidentais, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, abrissem um fronte no ocidente para aliviar a fortíssima pressão que o exército alemão exercia sobre o território russo. Desde que ocorrera a invasão do solo soviético em 22 de julho de 1941, a Wehrmacht havia conquistado imensas fatias do território russo, fazendo com que a sua linha ofensiva saísse da região de Leningrado, no Norte do país, se estendesse em direção a linha Moscou-Smolesk, chegando até o Cáucaso, a cadeia de montanhas bem ao sul da URSS. 
Após duras batalhas, a operação Overlord funcionou e os aliados venceram. Esta vitória foi crucial para o avanço dos aliados rumo a vitória sobre a Alemanha em 1945.
Os soldados das tropas aliadas, que participaram da invasão da Normândia durante no Dia D eram dos seguintes países: Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França (parte livre), Polônia, Austrália, Bélgica, Nova Zelândia, Holanda e Noruega.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Battlefront - Batalha de Iwo Jima - Montanhas Rochas Quentes

Entre 16 e 19 de fevereiro de 1945 e 26 de março desse ano , a ilha vulcânica de Iwo Jima ( atual Iwo To ) - em japonês " ilha do Enxofre " , - a cerca de 1200 km a sul de Tóquio , a meio caminho entre a capital imperial japonesa e a ilha recém conquistada pelos EUA de Saipan , foi palco de uma das mais sangrentas batalhas entre americanos e japoneses .
 110 000 soldados norte-americanos , essencialmente Marines ( ou 100 000 , 70 000 , segundo outras versões ) , liderados pelo general Holland Smith lutaram pela ocupação desta ilha , onde estavam cerca de 22 000 soldados do Império do Sol Nascente , comandados pelo tenente-general Tadamichi Kuribayashi , um dos mais jovens e geniais altos comandos nipónicos , conhecedor profundo dos EUA e das suas capacidades militares .
Os americanos ganharam , mas deixaram o sangue de mais de 8 mil marines mortos , ao todo , quase 28 mil baixas , ou seja , mais de um quinto das suas forças .
Porém , na noite de 25 de março de 1945 , Kuribayashi , à frente de cerca de 300 sobreviventes japoneses , lançou o único ataque banzai , matando cerca de 100 marines e ferindo mais de 200 .