quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Mein Germany - A Alemanha Americana

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Na realidade, os alemães não me davam pena nenhuma. No final de contas a guerra foi começada por eles, não por nós. Esta opinião, tal como expressou o responsável de imprensa estado-unidense Gene Mater, é partilhada por muitos dos antigos soldados norte-americanos que chegaram à Alemanha no final da guerra. O período de 1945-1949 foi para muitos daqueles jovens combatentes a época mais importante da sua vida. A Alemanha americana relata-nos as histórias de reconciliação entre germanos e americanos desde a perspectiva das tropas de ocupação da época. Os estado-unidenses, que até então só conheciam os alemães pelo campo de batalha ou a propaganda, perceberam que a sua opinião sobre a população local mudava conforme desenvolviam a sua convivência. Naquela época, o tipo de trabalho que realizavam era pioneira: reeducar desde o ponto de vista político à população de um país vencido, levantá-lo economicamente e ajudar a sua gente a adotar uma nova atitude perante a vida. Neste documentário, Gene Mater e outros soldados vencedores relatam as suas experiências na Alemanha. Descrevem-nos as misérias da Alemanha do pós-guerra, a desconfiança entre norte-americanos e locais, o mercado negro e a procura de nazis escondidos. E também falam-nos sobre grandes emoções, de amor entre os escombros, que, naquela época, não se tratava de um clichê, mas de uma realidade mil vezes repetida.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Les Brigades du Tigre - Brigadas do Tigre

Em 1907, uma onda de crimes sem precedente aterroriza a França. Como gangsters de um novo século, os anarquistas entram em ação, promovendo atos de terrorismo contra a assinatura da Tríplice Aliança, um pacto entre a França, Inglaterra e Rússia a fim de combater o perigo alemão. Para acabar com a bagunça, o ministro do interior, George Clemenceau, conhecido como "O Tigre", cria uma força policial, a primeira brigada móvel que se tem notícia. Eles são conhecidos por todos como as "Brigadas do Tigre". Muito bem treinados e armados até os dentes, estes intocáveis farão de tudo para que a paz volte a reinar nas ruas.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A Medalha Esquecida

A Medalha Esquecida - O longa produzido e roteirizado por Ernesto Rodrigues é uma reconstituição histórica da vida do militar e atleta brasileiro, Adalberto Cardoso, que competiu na Olimpíada de Los Angeles, em 1932, depois de superar diversas dificuldades.
O Itaquicê foi um cargueiro que Getúlio Vargas disfarçou de navio de guerra para não pagar a taxa de travessia do Canal do Panamá e que teve a missão de levar a Delegação Olímpica Brasileira à Olimpíada de 1932, nos Estados Unidos. Transportava 55 mil sacas de café que não valiam quase nada depois da crise de 1929, dezenas de toneis de cachaça e uma orquestra de jazz que o transformaram em território livre da Lei Seca, enquanto esteve retido no Porto de Los Angeles, por falta de pagamento da taxa portuária.
A bordo, cariocas e paulistas que formavam um retrato do Brasil nos anos 30 e que souberam, em alto mar, que estavam em guerra uns contra os outros, com a eclosão da Revolução Constitucionalista. Também a bordo, uma tripulação da Marinha com a missão de levar o Brasil às Olimpíadas, 82 atletas sem chance alguma de medalha, alguns sem dinheiro até para desembarcar e disputar a competição, e muita festa.  
O herói era um dos atletas da delegação, o marinheiro Adalberto Cardoso, que passou a ser o "Iron Man" (Homem de Ferro) da Olimpíada de 1932 depois de pegar uma carona de 600 quilômetros, chegar em Los Angeles exausto e insone, dez minutos antes da largada da prova dos dez mil metros, largar com um uniforme emprestado e levar o estádio olímpico ao delírio e às lágrimas, em sua determinação de terminar a prova.
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sábado, 20 de agosto de 2016

De Volta ao Inferno - Going Back

Kathleen Martin (Carré Otis), uma jornalista de televisão, é designada para ir até o Vietnã cobrir a reunião da Companhia Eco enquanto eles revisitam os velhos campos de batalha. O documentário de Kathleen fica mais dramático quando é revelado que o capitão Ramsey foi acusado de ordenar erroneamente um bombardeio causando as mortes de seus próprios homens. O drama se desdobra mostrando a história dos homens que viveram aqueles momentos e que culminam no reencenamento daquele dia fatídico.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

13 Rua Madeleine

13 Rue Madeleine. Durante a 2ª Guerra Mundial, na Paris ocupada por tropas nazistas, esse é o endereço onde funciona um QG da Gestapo. Ali, nas dependências do escritório da contraespionagem alemã, são realizadas sessões de tortura dos agentes aliados capturados e dos civis aprisionados que atuam no movimento de resistência.
Cientes do importante papel da espionagem na guerra, os Aliados criam unidades especiais para atuarem atrás das linhas inimigas, na Europa. Os membros da missão  0-77 passam a ser treinados  por um agente especial, versado em cinco línguas, com experiência de lidar com os alemães na Primeira Grande Guerra.
O agente designado, Robert Emmet Sharkey, treina seus alunos com a máxima de que não se deve confiar em ninguém ao lado, nem mesmo fazer amizades pessoais. Munidos de identidades falsas, após o período de treinamento, os agentes aliados deverão saltar de para-quedas em áreas dominadas pelo inimigo.
Sharkey e seus agentes têm como chefe, Charles Gibson, cuja experiência em relações internacionais foi adquirida atuando na embaixada americana em Berlim. Como diretor da Inteligência Secreta, Gibson só deve satisfações aos chefes do estado-maior.
Ao descobrirem que um dos candidatos entre os agentes é um dos maiores espiões nazistas, Gibson e Sharkey decidem pela não prisão do mesmo e planejam fornecer diversos dados falsos sobre a invasão aliada na Europa, para, dessa maneira, conseguirem enganar o alto comando alemão. Porém tudo precisa ser feito com muito cuidado, pois qualquer erro pode ser fatal.
Com a missão em desenvolvimento e contando com a ajuda da Resistência Francesa, Sharkey conclui que terá de participar pessoalmente da arriscada missão.
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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Glória Sem Mácula - Tunes of Glory

Logo após a 2a Guerra Mundial, o Major Jock Sinclair, boêmio, bom de copo, e amigo de seus subordinados, vive seus últimos dias no comando de um regimento escocês. Em seu lugar, assumirá o Coronel Basil Barrow, oficial muito mais rígido e disciplinador. O conflito entre as duas personalidades mudará a vida de todos os envolvidos naquele batalhão.
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Until They Sail

Quatro irmãs da Nova Zelândia se apaixonam por quatro soldados americanos em rota para a área do Oceano Pacífico onde ocorrem batalhas da Segunda Guerra Mundial.
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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Ataque Nazista a América - Nazi Attack On America

No início de 1942, pouco depois dos Estados Unidos entrarem na Segunda Guerra Mundial, a Marinha alemã enviou submarinos de ataque para patrulhar a costa Atlântica da América.
Um número de ataques foram feitos por submarinos alemães contra comboios navais Aliados no oceano Atlântico, e às vezes muito perto da costa dos Estados Unidos.

Vários navios foram torpedeados dentro dos limites de cidades na costa Este, tais cidades como Nova Iorque e Boston; de tal modo que muitas vezes civis podiam ver as batalhas entre navios americanos e alemães a partir das praias.

O transporte no Golfo do México também era alvo de ataques. Num ataque o petroleiro Virginia foi torpedeado a 12 de Maio de 1942, no Rio Mississippi pelo U-Boat alemão U-507, matando 26 tripulantes. Houve 14 sobreviventes.

Outros afundamentos tiveram lugar no Rio St. Lawrence. Um ataque significante teve lugar no dia 2 de Novembro 1942. O U-518, sob o comando do Kapitänleutnant Wissman, atacou dois cargueiros de minério em Bell Island, Newfoundland. O ataque teve início às 3:30 da manhã e o S.S. Rosecastle e P.L.M 27 foram afundados com a perda de 69 vidas. Contudo, um dos mais dramáticos incidentes do ataque ocorreu após o afundamento dos navios, quando um submarino disparou um torpedo contra um cais. Bell Island tornou-se a única localização na América do Norte a ser sujeita a um ataque directo pelas forças alemãs na Segunda Guerra Mundial.
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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Nazi Megastructures III - Epis. 02

Na sua demanda pelo domínio do mundo, os Nazis construíram algumas das estruturas militares mais ambiciosas e ousadas, bem como tecnologia maléfica, da história. Criaram máquinas de terror de alta tecnologia, sistemas defensivos enormes e algumas das armas de destruição massiva originais com o objetivo de conquistarem um continente e vencerem a guerra. Esta é a história da Segunda Guerra Mundial contada através de uma nova perspectiva. Ao longo de seis episódios, desvendamos os segredos da engenharia de seis megaestruturas Nazis emblemáticas, dando também a conhecer as histórias dos designers e engenheiros que ajudaram a criá-las e revelando de que forma estas estruturas moldaram o destino do conflito mais mortífero da história.
Episódio 02 - Máquina de Guerra Relâmpago
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domingo, 7 de agosto de 2016

Nazi Megastructures III - Epis. 01

Na sua demanda pelo domínio do mundo, os Nazis construíram algumas das estruturas militares mais ambiciosas e ousadas, bem como tecnologia maléfica, da história. Criaram máquinas de terror de alta tecnologia, sistemas defensivos enormes e algumas das armas de destruição massiva originais com o objetivo de conquistarem um continente e vencerem a guerra. Esta é a história da Segunda Guerra Mundial contada através de uma nova perspectiva. Ao longo de seis episódios, desvendamos os segredos da engenharia de seis megaestruturas Nazis emblemáticas, dando também a conhecer as histórias dos designers e engenheiros que ajudaram a criá-las e revelando de que forma estas estruturas moldaram o destino do conflito mais mortífero da história.
Episódio 01 - A Mega Fortaleza Insular de Hitler
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terça-feira, 2 de agosto de 2016

O Casamento de Maria Braun - The Marriage of Maria Braun

Em meio a Segunda Guerra Mundial, Maria (Hanna Schygulla) se casa com Hermann Braun (Klaus Löwitsch), um soldado alemão. Ele desaparece em combate, mas Maria se recusa a acreditar em sua morte. Trabalhando num cabaré, ela se envolve com um soldado norte-americano, até que o marido reaparece e o amante é acidentalmente assassinado. Hermann assume a culpa e vai para a cadeia, enquanto Maria vai trabalhar com Karl Oswald (Ivan Desny) e logo se torna uma poderosa mulher de negócios.
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

THC - Nossa Guerra Mundial

A série imerge os telespectadores nas experiências vividas pelas tropas britânicas servindo na linha de frente durante a 1a Guerra Mundial. Em agosto de 1914, logo após a guerra ser declarada, 80.000 tropas britânicas chegaram ao sul da Bélgica, entre elas os Royal Fusiliers, alguns dos atiradores melhores treinados no exército britânico.
Nossa Guerra Mundial” é a mais nova produção do canal, que constará em três episódios, denominados como: “O primeiro dia”, “Amigos e “Máquina de guerra.” Todos serão exibidos em sequência.
Diferentemente de várias produções cinematográficas e televisivas, a série abordará a guerra do ponto de vista dos soldados, em um estilo de filmagem semelhante aos documentários.
Em Nossa Guerra Mundial, nova série do History, o telespectador revive batalhas da Primeira Guerra Mundial pela visão dos soldados. Em três episódios, Nossa Guerra Mundial revela as experiências e relacionamentos de soldados que estiveram na linha de frente
Reviva histórias marcantes (e chocantes) sob os olhos de quem esteve na linha de frente da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A série é apresentada de forma dinâmica, autêntica e emocionante, com o objetivo de captar e retratar a realidade dos combates a bravura dos jovens que lutaram há 100 anos.
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sexta-feira, 29 de julho de 2016

V3 - Construindo A Super Arma de Hitler

Este é um documentário que examina a tentativa dos nazistas de criar uma arma que podia alcançar Londres partindo das praias da França, A arma V3.
Como os chamados mísseis cruzeiros V1 e V2 o foguete que o procedeu, o Vergeltungswaffe 3 Cannon (ou Canhão da Inglaterra), foi outro chamado de "arma nazista de vingança". Foi uma arma super-maciça construída diretamente em uma colina e era capaz de disparar granadas de artilharia sobre o Canal Inglês da França para Londres. O V3 era operado de acordo com um principio de multi-carga em que propulsores secundários era disparados para acelerar progressivamente o projétil enquanto este se movia ao longo do cano do canhão. Durante os ensaios de tiro realizados em maio de 1944, o V3 alcançou uma distância de de até 55 milhas (88 km), e os testes de em julho de 1944 viu as conchas de artilharia alcançar uma distância de 58 milhas (93 km).
Dos dois V3s construídos, apenas a arma secundária viu a ação. De 11 de Janeiro a 22 de fevereiro de 1945, cerca de 183 seções de tiro foram disparados. O alvo foi a cidade, recentemente liberada, de Luxemburgo. Mas ele provou ser, em grande parte ineficaz, já que dos 142 disparos que atingiram a cidade, o V3 tirou a vida de "apenas" 10 pessoas, ferindo outras 35. Vale lembrar que bombardeios alemães de qualquer natureza não visavam apenas a destruição, mas sobretudo tirar vidas humanas. Neste aspecto se percebe que apesar de produzir uma grande destruição o V3 não era tão letal quanto a vidas, daí sua ineficácia.
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Annihilation - A Destruição dos Judeus da Europa Epis.08

Alemanha, 1933. Adolf Hitler, à frente do Partido Nazista, acaba de se tornar chanceler e se depara conduzindo uma república no auge de uma crise econômica e de uma inflação galopante. Ele usou o culto à personalidade nutrido por seu líder de propaganda Joseph Goebbels, que espalhou a ideologia xenófoba e antissemita dos nazistas, que Hitler divulgava desde a Primeira Guerra Mundial e reforçou em Mein Kampf: os judeus, ele alegava, eram parte de uma conspiração internacional contra a Alemanha. Ele usaria o poder do estado alemão, que havia se tornado o Terceiro Reich em 1934, para progressivamente excluir os 600.000 cidadãos alemães de origem judaica da sociedade, primeiro forçando-os a imigrar e em seguida aniquilando-os. A partir de 1933, os judeus foram proibidos de ter empregos que envolvessem contato com o público, o que incluía atores, jornalistas, músicos, e, mais tarde, professores universitários. Goebbels separou livros de autores que os nazistas consideravam degenerados e os queimou em praças públicas em maio de 1933. Como empresas e lojas judaicas ainda estavam dentro da lei, em abril de 1933 Goebbels pediu um boicote. Foi um fracasso. Mas depois de dois anos de propaganda, a ideia começou a entrar na mente da população, que passou a pensar que os judeus eram um grupo separado na sociedade alemã e que a segregação imposta a eles era justificada: eles não tinham mais lugar na Alemanha. A violência física contra os judeus começou a se tornar uma prática comum no verão de 1935, e mesmo o grande número de extrações deixava a sociedade indiferente. Enquanto isso, no ministério do interior, advogados nazistas definiam o que significava ser judeu, identificando, assim, quem deveria ser excluído. As leis de Nuremberg de setembro de 1935 retiraram a nacionalidade alemã dos judeus do país. Dali em diante, os serviços secretos, a polícia do país e a polícia do partido político, todos sob ordens de Himmler, tornaram-se a ponta da lança da política antissemita do Terceiro Reich.
Episódio 08 - Não Esqueçamos
Os sobreviventes dos campos de concentração que chegaram a Israel foram cercados por silêncio, vivendo em uma sociedade que não os reconhecia. Os autores David Grossman e Aaron Appelfeld, o jornalista Tom Seguev, e os historiadores Yitzhak Arad e David Silberklang mergulharam em suas memórias para fornecer depoimentos sobre a chegada dos sobreviventes, e sua dificuldade de integração na sociedade israelense até o julgamento de Adolf Eichmann em 1961. O antigo especialista em imigração de judeus do regime nazista e coordenador de seu extermínio foi encontrado na Argentina, para onde ele fugiu depois da guerra, e onde ele estava vivendo confortavelmente em uma comunidade de expatriados alemães em Buenos Aires. Ele foi capturado por Mossad, que o levou consigo até Israel para ser julgado. Sua aparição no tribunal em Jerusalém foi um choque: careca, mal vestido, ele parecia um burocrata idoso e inofensivo. Foi esta imagem que ficou na mente da filósofa Hannah Arendt, que cobriu o julgamento para a revista New Yorker, o que resultou em sua descrição da “banalização do mal”. Ela acompanhou uma semana de audiências, de um julgamento que durou um ano inteiro, e não viu a real personalidade de Eichmann como nazista comprometido, autoritário e violento. Diante da gaiola de vidro, os deportados eram chamados para o local da vítima para fazer seus longos testemunhos. Pela primeira vez, eles podiam dizer o que aconteceu a eles. Pela primeira vez, eles foram ouvidos. 
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terça-feira, 26 de julho de 2016

Annihilation - A Destruição dos Judeus da Europa Epis.07

Alemanha, 1933. Adolf Hitler, à frente do Partido Nazista, acaba de se tornar chanceler e se depara conduzindo uma república no auge de uma crise econômica e de uma inflação galopante. Ele usou o culto à personalidade nutrido por seu líder de propaganda Joseph Goebbels, que espalhou a ideologia xenófoba e antissemita dos nazistas, que Hitler divulgava desde a Primeira Guerra Mundial e reforçou em Mein Kampf: os judeus, ele alegava, eram parte de uma conspiração internacional contra a Alemanha. Ele usaria o poder do estado alemão, que havia se tornado o Terceiro Reich em 1934, para progressivamente excluir os 600.000 cidadãos alemães de origem judaica da sociedade, primeiro forçando-os a imigrar e em seguida aniquilando-os. A partir de 1933, os judeus foram proibidos de ter empregos que envolvessem contato com o público, o que incluía atores, jornalistas, músicos, e, mais tarde, professores universitários. Goebbels separou livros de autores que os nazistas consideravam degenerados e os queimou em praças públicas em maio de 1933. Como empresas e lojas judaicas ainda estavam dentro da lei, em abril de 1933 Goebbels pediu um boicote. Foi um fracasso. Mas depois de dois anos de propaganda, a ideia começou a entrar na mente da população, que passou a pensar que os judeus eram um grupo separado na sociedade alemã e que a segregação imposta a eles era justificada: eles não tinham mais lugar na Alemanha. A violência física contra os judeus começou a se tornar uma prática comum no verão de 1935, e mesmo o grande número de extrações deixava a sociedade indiferente. Enquanto isso, no ministério do interior, advogados nazistas definiam o que significava ser judeu, identificando, assim, quem deveria ser excluído. As leis de Nuremberg de setembro de 1935 retiraram a nacionalidade alemã dos judeus do país. Dali em diante, os serviços secretos, a polícia do país e a polícia do partido político, todos sob ordens de Himmler, tornaram-se a ponta da lança da política antissemita do Terceiro Reich.
Episódio 07 - Autópsia de um Assassino em Massa
Em 20 de novembro de 1945, o julgamento do alto escalão do Terceiro Reich - incluindo Göring - foi iniciado em Nuremberg, a cidade onde as leis antissemitas foram criadas em 1935. Um ano mais tarde, o tribunal militar internacional sentenciou 12 dos acusados à morte, e mais sete pessoas à penas de prisão. Ao longo das audiências, poucas foram as menções ao Holocausto. Muitos judeus foram chamados como testemunhas, e apenas Hans Frank, Governador Geral da Polônia, reconheceu a perseguição que os judeus sofreram. Mas para a França, a Grã-Bretanha e a Alemanha pós-guerra, não havia desejo de realizar outro julgamento. Foram as autoridades americanas que levariam a justiça até estas pessoas de idade, doutores e diplomatas que estavam envolvidos no Holocausto. Um jovem advogado de 27 anos, Ben Ferencz, foi confiado a encontrar documentos que poderiam reforçar as acusações em 27 julgamentos, apesar do fato dos nazistas terem destruído quase todos seus arquivos ao final da guerra. Ele foi capaz de encontrar centenas de documentos guardados em um chalé na floresta de Dahlem, quatro cadernos contendo relatórios do fronte leste. Estes documentos continham informações detalhadas dos assassinatos em massa e dos massacres perpetuados contra os judeus ucranianos nos Países Bálticos entre 1941 e 1944 pelos grupos do Einsatzgruppen. Ferencz conseguiu convencer seus superiores a fazer um julgamento, do qual ele era o promotor. Ele condenou 24 oficiais com crimes de guerra e crimes contra a humanidade, completamente ciente de que isto não era nada em comparação com a escala dos assassinatos em massa. Nenhum dos acusados assumiu culpa, ou demonstrou qualquer tipo de remorso, todos se escondendo na defesa de terem apenas obedecido ordens. 
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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Annihilation - A Destruição dos Judeus da Europa Epis.06

Alemanha, 1933. Adolf Hitler, à frente do Partido Nazista, acaba de se tornar chanceler e se depara conduzindo uma república no auge de uma crise econômica e de uma inflação galopante. Ele usou o culto à personalidade nutrido por seu líder de propaganda Joseph Goebbels, que espalhou a ideologia xenófoba e antissemita dos nazistas, que Hitler divulgava desde a Primeira Guerra Mundial e reforçou em Mein Kampf: os judeus, ele alegava, eram parte de uma conspiração internacional contra a Alemanha. Ele usaria o poder do estado alemão, que havia se tornado o Terceiro Reich em 1934, para progressivamente excluir os 600.000 cidadãos alemães de origem judaica da sociedade, primeiro forçando-os a imigrar e em seguida aniquilando-os. A partir de 1933, os judeus foram proibidos de ter empregos que envolvessem contato com o público, o que incluía atores, jornalistas, músicos, e, mais tarde, professores universitários. Goebbels separou livros de autores que os nazistas consideravam degenerados e os queimou em praças públicas em maio de 1933. Como empresas e lojas judaicas ainda estavam dentro da lei, em abril de 1933 Goebbels pediu um boicote. Foi um fracasso. Mas depois de dois anos de propaganda, a ideia começou a entrar na mente da população, que passou a pensar que os judeus eram um grupo separado na sociedade alemã e que a segregação imposta a eles era justificada: eles não tinham mais lugar na Alemanha. A violência física contra os judeus começou a se tornar uma prática comum no verão de 1935, e mesmo o grande número de extrações deixava a sociedade indiferente. Enquanto isso, no ministério do interior, advogados nazistas definiam o que significava ser judeu, identificando, assim, quem deveria ser excluído. As leis de Nuremberg de setembro de 1935 retiraram a nacionalidade alemã dos judeus do país. Dali em diante, os serviços secretos, a polícia do país e a polícia do partido político, todos sob ordens de Himmler, tornaram-se a ponta da lança da política antissemita do Terceiro Reich.
Episódio 06 - Os Sobreviventes
No verão de 1942, as deportações eram sistemáticas por todas as partes da Europa ocupadas pelos nazistas. Os comboios que chegavam em Auschwitz-Birkenau vinham da Polônia, mas também das regiões oeste e sul da Europa. Hitler emitiu uma ordem para matar todos os judeus poloneses antes de dezembro do mesmo ano. O ritmo das deportações se acelerou mais uma vez, e as crianças do gueto de Lodz foram deportadas desde o começo de setembro. Os campos de concentração tinham de ser reorganizados para lidar com o número maior de pessoas. Os Estados Unidos se recusavam a publicar uma denúncia oficial sobre o extermínio dos judeus europeus, embora estivessem bem informados por conta de relatórios clandestinos e telegramas. Notícias da vitória soviética em Stalingrado chegaram ao gueto de Varsóvia, onde 50.000 ainda sobreviviam, os jovens homens e mulheres que os nazistas consideravam "produtivos". O curso da guerra estava começando a ficar a favor dos Aliados, e os exércitos do Terceiro Reich estavam sendo empurrados para trás. A Hungria considerava trocar de lado. Em março de 1944, a Wehrmacht ocupou o país, e a deportação de 437.000 judeus húngaros para Auschwitz começou semanas depois. Quando o Exército Vermelho entrou em Auschwitz, Treblinka e Majdanek, os campos pararam de operar e foram praticamente esvaziados; apenas aqueles muito fracos para serem "evacuados" permaneceram. Os deportados de Auschwitz eram levados para Bergen-Belsen, Mauthasen e Buchenwald. Hitler cometeu suicídio e em seguida Goebbels fez o mesmo, quando o Exército Vermelho entrou em Berlim. Em 8 de maio, a Alemanha se rendeu incondicionalmente, e o Terceiro Reich estava em seu final. Himmler foi capturado no final de maio pelos britânicos e também cometeu suicídio. Com o fim a Segunda Guerra Mundial, os Aliados começaram a organizar o retorno dos prisioneiros de guerra e dos deportados. Menos de 1.000 pessoas sobreviveram aos campos de concentração de Chelmno, Treblinka, Belzec e Sobibor, dos 1.85 milhões deportados.
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Annihilation - A Destruição dos Judeus da Europa Epis.05

Alemanha, 1933. Adolf Hitler, à frente do Partido Nazista, acaba de se tornar chanceler e se depara conduzindo uma república no auge de uma crise econômica e de uma inflação galopante. Ele usou o culto à personalidade nutrido por seu líder de propaganda Joseph Goebbels, que espalhou a ideologia xenófoba e antissemita dos nazistas, que Hitler divulgava desde a Primeira Guerra Mundial e reforçou em Mein Kampf: os judeus, ele alegava, eram parte de uma conspiração internacional contra a Alemanha. Ele usaria o poder do estado alemão, que havia se tornado o Terceiro Reich em 1934, para progressivamente excluir os 600.000 cidadãos alemães de origem judaica da sociedade, primeiro forçando-os a imigrar e em seguida aniquilando-os. A partir de 1933, os judeus foram proibidos de ter empregos que envolvessem contato com o público, o que incluía atores, jornalistas, músicos, e, mais tarde, professores universitários. Goebbels separou livros de autores que os nazistas consideravam degenerados e os queimou em praças públicas em maio de 1933. Como empresas e lojas judaicas ainda estavam dentro da lei, em abril de 1933 Goebbels pediu um boicote. Foi um fracasso. Mas depois de dois anos de propaganda, a ideia começou a entrar na mente da população, que passou a pensar que os judeus eram um grupo separado na sociedade alemã e que a segregação imposta a eles era justificada: eles não tinham mais lugar na Alemanha. A violência física contra os judeus começou a se tornar uma prática comum no verão de 1935, e mesmo o grande número de extrações deixava a sociedade indiferente. Enquanto isso, no ministério do interior, advogados nazistas definiam o que significava ser judeu, identificando, assim, quem deveria ser excluído. As leis de Nuremberg de setembro de 1935 retiraram a nacionalidade alemã dos judeus do país. Dali em diante, os serviços secretos, a polícia do país e a polícia do partido político, todos sob ordens de Himmler, tornaram-se a ponta da lança da política antissemita do Terceiro Reich.
Episódio 05 - A Solução Final
No gueto de Varsóvia, Emanuel Ringelblum e outros membros do grupo documental Oyneg Shabbos juntavam tudo que podiam para reconstruir a vida no gueto; artigos de jornais, textos eruditos, até ingressos de shows e desenhos de crianças. Quando eles descobriram sobre as mortes de judeus de cidades adjacentes em Chelmno e do gueto de Lodz no final de 1941, eles perceberam que os nazistas e seus auxiliares locais haviam embarcado em uma operação de aniquilamento. Em meados de março de 1942, o gueto de Lublin foi aniquilado. Aqueles que a SS considerava "inadequados para o transporte", os enfermos e as crianças foram mortos no gueto. Os outros foram levados à estação de trem. Todos os itens deixados no gueto foram tomados pelos nazistas, e qualquer coisa que os deportados levassem consigo era confiscada na chegada ao campo, onde eram obrigados a se despir. O dinheiro encontrado era colocado em uma conta bancária em Lublin, que servia para financiar as operações de deportação e aniquilação, e para pagar as linhas de trens alemãs. Aqueles que sobreviviam à jornada como gado em comboios eram levados dos vagões até salas de troca de roupa e em seguida para as câmaras de gás, onde eram asfixiados por químicos como o Zyklon B em menos de meia hora, enquanto aqueles que eram incapazes de andar eram arrastados até túmulos coletivos e mortos lá. Depois de Belzec, os campos de concentração de Sobibor e Treblinka foram colocados em serviço. Dali em diante, a liquidação dos guetos foi sistemática. 
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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Annihilation - A Destruição dos Judeus da Europa Epis.04

Alemanha, 1933. Adolf Hitler, à frente do Partido Nazista, acaba de se tornar chanceler e se depara conduzindo uma república no auge de uma crise econômica e de uma inflação galopante. Ele usou o culto à personalidade nutrido por seu líder de propaganda Joseph Goebbels, que espalhou a ideologia xenófoba e antissemita dos nazistas, que Hitler divulgava desde a Primeira Guerra Mundial e reforçou em Mein Kampf: os judeus, ele alegava, eram parte de uma conspiração internacional contra a Alemanha. Ele usaria o poder do estado alemão, que havia se tornado o Terceiro Reich em 1934, para progressivamente excluir os 600.000 cidadãos alemães de origem judaica da sociedade, primeiro forçando-os a imigrar e em seguida aniquilando-os. A partir de 1933, os judeus foram proibidos de ter empregos que envolvessem contato com o público, o que incluía atores, jornalistas, músicos, e, mais tarde, professores universitários. Goebbels separou livros de autores que os nazistas consideravam degenerados e os queimou em praças públicas em maio de 1933. Como empresas e lojas judaicas ainda estavam dentro da lei, em abril de 1933 Goebbels pediu um boicote. Foi um fracasso. Mas depois de dois anos de propaganda, a ideia começou a entrar na mente da população, que passou a pensar que os judeus eram um grupo separado na sociedade alemã e que a segregação imposta a eles era justificada: eles não tinham mais lugar na Alemanha. A violência física contra os judeus começou a se tornar uma prática comum no verão de 1935, e mesmo o grande número de extrações deixava a sociedade indiferente. Enquanto isso, no ministério do interior, advogados nazistas definiam o que significava ser judeu, identificando, assim, quem deveria ser excluído. As leis de Nuremberg de setembro de 1935 retiraram a nacionalidade alemã dos judeus do país. Dali em diante, os serviços secretos, a polícia do país e a polícia do partido político, todos sob ordens de Himmler, tornaram-se a ponta da lança da política antissemita do Terceiro Reich.
Episódio 04 - A Face da Morte
Fim de 1941, os nazistas organizam a solução final. Os deportados são exterminados nas câmaras de gás dos campos de Belzec, Sobibor, Treblinka e Auschwitz. A destruição dos judeus da Europa no início do século XX e as questões que levaram ao Holocausto.
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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Minha Vida Sem Minhas Mães - Aideista Parhain - Mother of Mine

Em 1943 o pai de Eeros morre no front da 2ª Guerra e sua mãe toma a difícil decisão de mandar seu único filho, com nove anos, embora da Finlândia para a segurança da Suécia. Lá, Signe recebe Eeros em sua casa, mas não em seu coração. Sem falar a mesma língua ele se sente desconfortável nessa casa estrangeira ao mesmo tempo em que sente muita falta de sua mãe verdadeira. A partir das cartas de sua mãe, Eeros e Signe vão mudando suas maneiras de ver as coisas e, mais importante, seus sentimentos.
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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Mundos Perdidos - A Super Cidade de Hitler

Nos arredores de Berlim ainda há traços da super cidade planejada por Hitler. Esquecidas e abandonadas, estas são as ruínas da tentativa de construir a nova capital do mundo. Hitler talvez seja responsável por mais morte e destruição que qualquer tirano da história, mas ele não queria só destruir. Queria construir, remodelar o país de acordo com a própria visão, e uma nova cidade seria sua obra máxima. "Nada parecido foi tentado antes. Ninguém replanejou e construiu uma cidade inteira assim." Hitler queria criar edifícios maiores e melhores que qualquer outro no mundo. Um domo tão alto que poderia abrigar a torre Einfel e um estádio que recebesse 400 mil pessoas. Mas seu sonho nunca foi realizado e morreu com ele no final da segunda grande guerra. Somente agora, depois de 6 décadas de pesquisa e tecnologia de última geração foi possível recriar a cidade que Hitler imaginara para seu povo.
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Mundos Perdidos - Os Bunkers Secretos de Churchill

Os Bunkers Secretos de Churchill
Na 2ª Guerra Mundial um vasto complexo de bunkers secretos foi construído nos subterrâneos de Londres. Este mundo hoje perdido no tempo foi importante como principal refúgio dos ataques aéreos noturnos pelos nazistas. Os labirinticos subterrâneos manteve a salvo o governo britânico liderado por Churchill, nos dias mais sombrios da guerra. Foi o lugar mais perigoso, mais dramático do mundo. E no centro de tudo estava Winston Churchill que de fato estava na linha de fogo.
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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Vietnã: Os Últimos Dias - Last Days in Vietnam

Ao longo de 18 horas, 70 helicópteros americanos tiveram a função de evacuar mais de mil americanos e quase seis mil vietnamitas. Com o aeroporto nas mãos dos norte-vietnamitas, uma multidão invadiu a embaixada dos EUA para alcançar os últimos helicópteros a deixarem o país.
Nos últimos dias da Guerra do Vietnã, os EUA têm apenas uma equipe mínima de diplomatas e agentes militares ainda no país. Com a inevitável vitória comunista, os americanos precisam lidar com a possível prisão e até mesmo execução de muitos aliados e famílias sul-vietnamitas enquanto uma evacuação oficial demora mais que o necessário, graças a um exagerado otimismo do embaixador americano. Lutando contra o tempo e sob cerco inimigo, membros do exército americano começam a realizar operações não autorizadas ​​em um esforço desesperado para salvar vidas sul-vietnamitas.

Nos últimos dias da Guerra do Vietnã, os EUA têm apenas uma equipe mínima de diplomatas e agentes militares ainda no país. Com a inevitável vitória comunista, os americanos precisam lidar com a possível prisão e até mesmo execução de muitos aliados e famílias sul-vietnamitas enquanto uma evacuação oficial demora mais que o necessário, graças a um exagerado otimismo do embaixador americano. Lutando contra o tempo e sob cerco inimigo, membros do exército americano começam a realizar operações não autorizadas ​​em um esforço desesperado para salvar vidas sul-vietnamitas. Resto do Post

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Annihilation - A Destruição dos Judeus da Europa Epis.02

Alemanha, 1933. Adolf Hitler, à frente do Partido Nazista, acaba de se tornar chanceler e se depara conduzindo uma república no auge de uma crise econômica e de uma inflação galopante. Ele usou o culto à personalidade nutrido por seu líder de propaganda Joseph Goebbels, que espalhou a ideologia xenófoba e antissemita dos nazistas, que Hitler divulgava desde a Primeira Guerra Mundial e reforçou em Mein Kampf: os judeus, ele alegava, eram parte de uma conspiração internacional contra a Alemanha. Ele usaria o poder do estado alemão, que havia se tornado o Terceiro Reich em 1934, para progressivamente excluir os 600.000 cidadãos alemães de origem judaica da sociedade, primeiro forçando-os a imigrar e em seguida aniquilando-os. A partir de 1933, os judeus foram proibidos de ter empregos que envolvessem contato com o público, o que incluía atores, jornalistas, músicos, e, mais tarde, professores universitários. Goebbels separou livros de autores que os nazistas consideravam degenerados e os queimou em praças públicas em maio de 1933. Como empresas e lojas judaicas ainda estavam dentro da lei, em abril de 1933 Goebbels pediu um boicote. Foi um fracasso. Mas depois de dois anos de propaganda, a ideia começou a entrar na mente da população, que passou a pensar que os judeus eram um grupo separado na sociedade alemã e que a segregação imposta a eles era justificada: eles não tinham mais lugar na Alemanha. A violência física contra os judeus começou a se tornar uma prática comum no verão de 1935, e mesmo o grande número de extrações deixava a sociedade indiferente. Enquanto isso, no ministério do interior, advogados nazistas definiam o que significava ser judeu, identificando, assim, quem deveria ser excluído. As leis de Nuremberg de setembro de 1935 retiraram a nacionalidade alemã dos judeus do país. Dali em diante, os serviços secretos, a polícia do país e a polícia do partido político, todos sob ordens de Himmler, tornaram-se a ponta da lança da política antissemita do Terceiro Reich.
Episódio 02 - A Armadilha
Em 1938, o Terceiro Reich, que tinha acabado de anexar a Áustria, aplicava uma política de sistemática expulsão de judeus estrangeiros residentes em seu território. No outono, os judeus poloneses banidos da sociedade e dos serviços públicos e confinados em guetos. Com o desenrolar da campanha na Rússia, as execuções ficaram sistemáticas e foram levadas a um patamar nunca antes visto, surgindo então os campos exclusivamente para extermínio de judeus e opositores ao nazismo.
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